|
Nesta viagem de 14 dias de beleza sem igual, fizemos 3 roteiros principais: Torres Del Paine (Chile), cuja cidade sede é Puerto Natales; El Chalten e El Calafate (estes dois na Argentina). El Chalten e Torres são lugares pra se fazer muitas trilhas, já El Calafate é mais um pouso para sossego, fazer compras e visitar a belíssima geleira de Perito Moreno. Os roteiros, mapas, dicas e preços (o câmbio da época está no final do texto) estão descritos com detalhes.
04/10/08 – sábado
Vôo Guarulhos – Buenos Aires. Em B.A. Troca de aeroporto em B.A.(Companhia Leão). Avião B.A. – El Calafate. Chegando à noite ao aeroporto em Calafate, pegamos minibus para o centro da cidade. Estava o vento mais gelado de toda a viagem. Descemos próximo ao Calafate Hostel e estávamos com tanto frio e tão cansados que nem procuramos muito e também porque fizeram um desconto camarada pra gente ficar no quarto vip (bem limpinho, novo, 1 cama de casal, chuveiro quente, aquecedor e internet à vontade no quarto). O café da manhã ficava a desejar, com um pouquinho de leite, umas 2 torradas, uma geleinha... Nas redondezas tem vários outros lugares para ficar, dos mais baratos aos mais caros. Andamos um pouco pela cidade para jantar, mais um pouco de frio e fomos comer num rodízio, que não era gostoso. A carne era gordurosa e a mesa de frios tinha maionese e uns vegetais boiando na água. A cidade tem uma avenida principal e tudo gira ao redor dela, é bastante turística, cheias de lojinhas de produtos argentinos típicos e tem restaurantes muito bons. Lembra Campos do Jordão. Bus Leão (Buenos Aires): AR 45,00/pessoa, leva 1:30h entre um aeroporto e outro e tem de 1/1 hora aproximadament. Opção de táxi pela mesma companhia. Fones: 0810-888-5366 / 4314-3636 http://www.tiendaleon.com.ar/home/home.asp Bus Aeroporto a Calafate: AR$ 23,00
This e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it
- http://www.vespatagonia.com/ Calafate Hostel. Governador Moyano, 1226 http://www.calafatehostels.com/ 2902-492450 05/10/08 – domingo Calafate a Puerto Natales Acordamos bem cedinho e pegamos o bus para Puerto Natales. A viagem dura 6 horas e passamos por vários climas pelo caminho. Nada como um ônibus para ir vendo a paisagem e dormindo de vez em quando. Saímos com o tempo frio e nublado, chegando no Chile, pegamos uma nevasca. Ai que legal! E foi uma nevasca até forte, pois em alguns lugares o chão e os telhados foram completamente cobertos por neve. E essa foi a primeira vez que o Renato pode ver neve ao vivo e ainda pisar nela !! u-huuu !!
Há uma parada na alfândega da Argentina e outra no Chile, e esta é muito rigorosa. Revistaram todas as malas, pois alimentos como frutas, cereais e carnes não podem cruzar a fronteira. Há uma preocupação com transmissão de doenças de um país para outro. Porém, tínhamos açúcar, aveia, Nescau e pacotes de alimentos desidratados (arroz e macarrão), que o guarda viu e disse que não teria problema. Mas não recomendo que se faça compras de alimentos na Argentina para levar pro Chile. A estrada de El Calafate (Argentina) pra Puerto Natales (Chile) é um retão só e uma grande planície, com pouco movimento, começa com um asfalto bom e depois fica um chão batido com pedras grandes, o que costuma quebrar o vidro dos carros e furar pneus com facilidade. Chegamos em Puerto Natales e já no ponto do bus já há várias pessoas fazendo propaganda de suas pousadas. Os preços são muito parecidos e localização próxima, pois o centrinho da cidade não é muito grande. Ficamos na Niko’s II, da Paula pois achamos ela bem simpática. Desde que chegamos no Chile ou tinha neve ou tinha chuva, mas sempre muuuito frio! E na última semana disseram que todos os dias foram assim e que várias pessoas que foram pra Torres Del Paine pegaram muita chuva e frio. O que será que nos aguardava?? Ficamos com medo de passar frio, então, fizemos um “incremento” na nossa barraca, colocando um cobertor de emergência de alumínio entre as 2 camadas de tecido. O acabamento não ficou nada bonito, mas parece que funcionou bem. Na hora de guardar, não precisava tirar o cobertor, era só dobrar junto. Por mais que este esquema retenha umidade dentro da barraca, não sentimos frio. Podemos dizer que ficou ótimo !! Devido às chuvas, também nos preocupamos com os pés, pois tínhamos tênis e não botas. Tentamos ir a alguns lugares onde alugam equipamentos de camping, mas não achamos nossos números. Não fazem botas pra pezinhos de anjo por lá... Também foi simples resolver: sacos plásticos e silvertape para embrulhar os pés em caso de chuva. DICAS: • antes de sair para Torres, passe nalgum mercado e compre alimentos para levar ao parque (lista de itens no final deste artigo) • troque dolar por peso para ir ao parque Bus Calafate – Puerto Natales AR$ 120,00 (tem um terminal de bus perto do centro de Calafate, com várias companhias e horários) Pousada Niko’s II: (56-61)413543 ou 411500
This e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it
http://www.nikostwoadventure.com/ CH$ 20 mil: suíte para casal, com café da manhã, pode-se usar a cozinha comunitária. O lugar tem carpete e é meio empoeirado, quarto e banheiro com aquecedores. Bastante simples e a proprietária Paula é bacana e bem informada sobre passeios e ônibus. Ao sair para o parque, pode deixar as coisas que não serão usadas na pousada sem custo adicional. Restaurante: La Picada de Carlitos. Comida farta e barata. Almoçamos por CH$ 9500,00 06/10/08 – 2a feira Puerto Natales a Torres Del Paine Três horas de bus de Puerto a Torres, saímos às 7:00h. Conhecemos 2 brasileiros bacanas, Jove e Rômulo e nos juntamos a mais duas “chicas” chilenas. Acabamos esquecendo os nomes delas, apenas que elas eram as “Chicas”. Já fui tirando fotos pelo caminho das montanhas com neve, mal sabendo quantas eu ainda viria pela frente, mas é que era tudo tão lindo, que não podia resistir! O bus para na sede do parque (Laguna Amarga), compramos ingressos e em seguida pegamos outro bus que leva até o acampamento Las Torres, um trecho longo que não compensa ir a pé. Chegando em Las Torres e só agora me senti como se estivesse começando a viagem de verdade! Estava um dia ensolarado, pouco vento, montanhas nevadas ao redor e o acampamento era o mais limpo que já vi. As barracas são montadas entre as árvores (venta muito lá), há áreas para fazer fogo e cozinhar, o banheiro é novinho e extremamente limpo. Eles alugam sacos de dormir, colchonetes e barracas lá. Não sei o valor, mas é caro. E também doeu ao pagar com dólar a uma cotação muito baixa (troquem dólar antes de entrar no parque!). Nós, os chicos e as chicas, montamos nossas coisas rapidinho e já saímos para caminhar.
Parece exagero, mas tudo lá é lindo. Saímos do acampamento com um gramado verdinho e fomos em direção ao Acampamento Chileno. No começo, brasileiros que somos, estávamos cheios de roupas, e em menos de 1 km depois, já estávamos de camiseta, uma calça (saímos usando 2) e gorro somente. A paisagem vai mudando rapidamente. Passamos sobre uma ponte longa, onde haveria um rio embaixo durante o verão. Era interessante ver o vasto leito do rio, as pedras, a vegetação ao redor, e apenas um filetinho de água. Pegamos uma boa subida e chegamos ao Acampamento Chileno. Não quisemos parar muito tempo. Os chicos e as chicas ficaram por lá um pouco e eu e o Rê saímos em direção ao mirante das Torres (por isso o nome do parque). Ai que lugar mais lindo! Fomos andando seguindo a margem de um rio, a trilha vai entrando no meio de uma mata com muitos pinheiros. A vegetação não é densa, as árvores são um pouco distantes umas das outras, pouca vegetação rasteira. Tinha bastante umidade no solo, que logo já era água corrente e mais pra frente: um bolinho de neve no chão !!! era um bolinho pequeno, que não tinha sido derretido ainda, mas já era super legal. Daí fomos vendo mais e mais neve, que foi ficando mais espessa embaixo dos nossos pés, até que chegou um momento que era só neve, não víamos mais o solo. Andar na floresta com neve foi emocionante! E de lá íamos avistando as Torres cada vez mais próximas. Dava um pouco de medo às vezes, não que houvesse um perigo real, mas era tanta neve, tanto branco e montanhas tão altas, que parecia que não ia caber a emoção de estar no meio de tudo isso. Mas fomos adiante, no final da trilha, muito mais neve ainda, apenas pedras para se apoiar, sem árvores e uma subida beeem íngrime, que ao terminar, chegávamos à maravilhosa vista das Torres. Impressionante!
Começamos a voltar maravilhados, e agora com a paisagem que havia ficado nas nossas costas, um paredão de pedra imenso. Na volta, encontramos os chicos e chicas indo pras Torres, certamente eles voltariam no escuro. Chegando no acampamento Las Torres, já estava escurecendo, tomamos um banho muito rápido. O chuveiro era bem quente, mas o ar estava tão frio,mas tão frio... que ao sair de debaixo do chuveiro, dava vontade de gritar e pular, de tão frio que era! Fomos preparar nossa jantinha, fizemos sopa para começar a esquentar e um macarrão. Que gostosura... Mas já era 21h e os chicos não tinha chegado ainda. Fomos andar um pouco para encontrá-los. Eles ficaram tão cansados que acabaram vindo devagarinho, além de ter anoitecido. Mas todos estavam bem. Esta noite era o teste mor para ver se passaríamos frio ou não. Ainda bebemos um leitinho antes de dormir e acreditem: não passamos nadinha de frio !! Bus Natales a Torres:
This e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it
Fones: 410242, 412824 Bus da Laguna Amarga até Las Torres: CH$2.500,00/pessoa. Compra na entrada do parque. 07/10/08 – 3a feira (Torres Del Paine)Acampamento Las Torres – Los Cuernos – Acamp. Italiano Achamos que o dia de caminhada hoje seria light, devido a boa parte do terreno ser plano... mas não foi bem assim. Saímos com mochilão e todo nosso equipamento nas costas e fomos em direção ao acampamento Los Cuernos. Neste dia, andamos um total de 7h, mas o que matou foi a mochila no lombo! A primeira parte(2 horas) do caminho é mal sinalizada, algumas marcas no chão não estavam mais e havia várias trilhas que nos confundiam. Olhando pelo mapa e perguntando a algumas pessoas que estavam por ali, acabamos encontrando uma placa e daí seguimos sem problema. Durante quase todo o dia, caminhamos com um lago verde do nosso lado direito (Lago Nordenskjold). Este lago, assim como outros da Patagônia, são resultantes de degelo, assim tem a água muito verde devido a pequenos fragmentos de rocha. Ao fundo do lago, montanhas altas e com neve no pico e um céu que de nublado, foi se abrindo até ficar um azul lindo. Que sorte a nossa depois de tantos dias de chuva! Paramos em Los Cuernos para abastecer de água, tomar um lanchinho e comprar um chocolate por US$ 5,00 (também com o dólar desvalorizado). A área de camping era pequena, estava superpovoada, sem muitas árvores protegendo e não parecia ter a mesma estrutura do Las Torres. O alojamento era bonito, mas tudo bem caro também. Como chegamos cedo, seguimos adiante para o Acampamento Italiano. Neste, tudo é gratuito, mas também não tem infraestrutura alguma. Sem banheiro, precisamos tomar banho de pano. Tem um rio caldaloso ao lado e gelado, a ponto de deixar a mão dura. Nem pensar em tomar banho ali, ou morre congelado ou a correnteza leva (provavelmente as duas coisas). As barracas podem ser montadas debaixo de várias árvores, o que protege bem do vento. Estava garoando um pouco e como sempre à noite, muito frio mesmo. Nossa jantinha foi uma sopa de aspargos e arroz com fungi. Que elegância... Chocolate em Los Cuernos: CH$ 2.000 ou USD$ 5,00
08/10/08 – 4a feiraAcamp. Italiano - sobe – desce – Italiano – Acamp. Pehoe Acordamos bem cedinho e com umas dores novas nas pernas e costas.Arrumamos nossas mochilas, apenas a barraca ficou montada pra deixarmos as coisas dentro e saímos pra caminhar apenas com o necessário. Parece seguro deixar as coisas lá. Caminhamos pelo vale Francês para o acampamento Britânico em seguida para o mirante, de onde se viam os montes Los Cuernos, Paine Grande, o vale Francês e seu glaciar. Vimos nosso primeiro glaciar! O caminho tem muitas pedras pequenas e grandes, mas não são escorregadias e a subida não é muito árdua. Chega um ponto desta trilha em que vc pode fechar os olhos e tirar uma foto pra qualquer um dos lados, vai ser um cartão postal! Sem brincadeira, são 360 graus de cartão postal: lago verde, glaciar, montanhas enormes, árvores moldadas pelo vento e talvez uma avalanche. E ver um glaciar, então? Vimos um bem pertinho. Estava “sujinho”, coberto por folhas e restos de pedra, quando vimos que ele tinha uma fresta de azul piscina, escorrendo água. Caramba!! É emocionante! Parando para prestar atenção nas montanhas, vimos alguns outros glaciares e de vez em quando ouvíamos um estrondo e era um pedaço de gelo desmoronando! É lindíssimo!
Pelo caminho, conhecemos um casal de portugueses, Sofia e Antônio, e nos encontraríamos várias outras vezes depois. Eles estavam de lua de mel por 3 meses ao redor do mundo! Poxa,“que giro” esta lua de mel !!! (gíria portuguesa que significa “muito legal”). Voltamos a andar pela neve. Nesse lugar, também com várias árvores altas, havia alguns riozinhos formados pela neve derretida. Parecia cartão de natal, tudo fofinho !! Chegamos ao mirante, tiramos algumas fotos e admiramos a paisagem. Venta muito lá, então não dá pra ficar muito. Voltamos ao Italiano, pegamos nossas coisas e seguimos rumo ao Paine Grande. Mais 2 horas de mochilão nas costas nos cansaram bastante. Assim, decidimos que teríamos uma noite mais confortável: dormir no alojamento, que apesar de caro, estávamos merecendo muito! Que bom uma caminha de verdade !! Paga-se por 1 cama, com lençol e quarto limpinho, novos, em quarto com 2 beliches. Nossos colegas de quarto: os amigos portugueses! O banheiro compartilhado é bem espaçoso, chuveiro é quente, mas o banheiro em si é gelado. Lá também tem lareira, sala de leitura, quadros bonitos, janelas grandes com vista para o lindo e verde lago Grey, uma lojinha de conveniência e paga-se à parte pelo café da manhã e jantar (parece que todos os alojamentos têm esse mesmo esquema). Cozinhamos num quiosque que ficava fora do alojamento. Lá tinha gente falando vários idiomas: português, árabe, espanhol, inglês e alemão. Uma jantinha bem quentinha e dormimos como anjos... Alojamento CH$ 22.200/pessoa (incluso cama em quarto com 2 beliches e banho) Tempo: 6 horas de ida e volta para Italiano 2 horas do Italiano para Paine Grande 09/10/08 – 5a feira (Torres Del Paine)Torres Del Paine - Puerto Natales Pela manhã, ainda com o cansaço acumulado dos outros dias, mas restaurados por uma noite bem dormida numa cama, fizemos uma caminhada de 1h30 até um mirante donde se via o Glaciar Grey. No lago havia vários blocos grandes de gelo flutuando, de cor azul anil. Era impressionante! Eram pedaços de gelo que se desgarravam do glaciar e dizem que podem ficar mais de 1 mês flutuando. É um outro mundo para nossos olhos tropicais! Voltando rápido para o alojamento, comemos uns bobagitos caros e pegamos o catamaram para o Pudeto e de lá, um bus para Puerto Natales. Desta vez pudemos conhecer melhor a cidade, pois havia sol. Passamos por uma tradicional lojinha muito boa que vende frutas secas, são muitos tipos de frutas diferentes (figo, manga, papaia, banana, pêra, maça, pêssego, abacaxi e outras) e também alguns grãos, temperos, coisas que eu não sabia o que era... A loja era deliciosamente cheirosa. Nos hospedamos novamente no Niko’s II e a própria Paula, dona da pousada, nos vendeu o pacote que vamos fazer amanhã, o preço estava compatível com as agências de viagem. O pacote era: sai de Puerto Natales – Calafate – Perito Moreno – Calafate. Catamaram: CH 11.000 ou USD$ 20;
This e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it
. Fone (61) 411-380. Transporte do Camping Pehoe ao Pudeto e vice-versa. Verifique os horários de saídas, pois mudam ao longo do ano. 10/10/08 – 6a feiraPuerto Natales – Calafate – Perito Moreno Perito Moreno é de uma beleza estonteante. É tudo gigantesco: o tamanho, a idade, a temperatura gelada, o barulho do gelo caindo. Aprendemos que os glaciares têm milhões de anos e é formado por neve que vai se acumulando e se compactando, formando o gelo que fica embaixo, e conforme vai caindo mais neve na “nascente”do glaciar, o gelo de baixo vai sendo empurrado em direção ao mar. No mar, devido à temperatura mais elevada, as placas de gelo vão se descolando, daí formando os blocos que vemos boiando na água. E a cor azul anil é devido ao ar que fica entre o gelo. Sabendo dessa história, o gelo que ficamos vendo cair no mar, tem milhões de anos.
Na entrada do parque, pode-se entrar num barco que chega próximo ao glaciar, um enorme paredão de gelo, onde ficamos torcendo pra ver uma pedra de gelo bem grande cair. E faz um estrondo! Este passeio é fisicamente muito tranqüilo, pois o bus nos deixa bem na entrada do parque, de lá anda-se de barco. Existe a possibilidade de andar em passarelas longas, mas também admirar de longe. Voltamos pra Calafate e procuramos uma pousada para ficar, encontramos “Los Ñires”, local bem simples e gostosinho. Passamos no supermercado para comprar alguns mantimentos para levar para El Chaltén, pois lá as coisas são mais caras. Fizemos nossa própria comida na janta e bebemos vinho branco. Hum... Ingresso entrada em Perito Moreno: USD$ 15,0 ou AR$ 40,00/pessoa Barco que chega perto do glaciar: AR$ 50/pessoa Casa de câmbio: Thaler – fone (02902)493245,
This e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it
Pousada “Los Ñires” 9 de julho, 281 – (02902)493642 –
This e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it
; http://www.hosterialosnires.com.ar/ 11/10/08 – sábado
El Calafate – El Chalten Pegamos cedinho um bus para El Chalten. Esta é uma cidadezinha bem pequena, no meio de montanhas e rios transparentes, e parece um grande canteiro de obras com várias casas e hotéis sendo construídos ou reformados para a temporada. Muitas ruas são de terra, faz um bom frio e venta pacas !! O bus parou, o Rê ficou cuidando das coisas e eu saí pra procurar uma pousada pra ficar. Quando voltei, ele estava na maior prosa com um casal de argentinos de +- 50 anos, Ângela e Miguel. Eles vieram para um passeio ciclístico em comemoração ao aniversário da cidade e convidaram a gente para ir junto. Assim teríamos GRÁTIS a pousada de hoje à noite e um almoço de amanhã. Que beleza! Só o passeio de bici já seria emocionante. Saímos para procurar um lugar que alugasse bici mas não achamos nada, pois era baixa temporada. Até procuramos alguém que quisesse emprestar, mas não achamos ninguém. De qualquer forma iríamos com eles e a galera. Ficamos todos na mesma pousada e dividimos o quarto com 2 beliches com o casal. Fizemos uma jantinha deliciosa e proseamos um monte. Vimos que nosso portunhol está muito afiado, pois todos entenderam a gente, pelo menos foi o que pareceu. A Ângela e o Miguel roncaram horrores à noite! e até parece que revezavam o ronco. Claro que eles dormiram super bem, já a gente... Mas tudo bem, já que eles nos convidaram pra passear, estavam perdoados!
12/10/08 – domingoAniversário de El Chalten. Às 8h da manhã estava saindo um bus pra levar nós, atletas, e um caminhão para levar as bicis para o Lago Del Decierto. Tivemos que ir sem bici, mesmo. Mas tudo bem, queríamos ir com a bagunça. Demora 1h pra chegar lá e a paisagem era paradisíaca. O dia estava bem frio, mas muito ensolarado, belezuras por todos os lados, montanha com neve, um rio de água cristalina ao lado, laguinhos verdes, árvores bonitas... Chegando ao ponto de partida, eu e o Rê começamos correndo antes da largada do pessoal. Após 1 hora já começavam a passar os ciclistas pela gente e no final de tudo estava a ambulância fazendo a escolta. E a Ângela estava dentro, se recuperando de um ataque de asma. Ela estava meio fora de forma e se esforçou muito. Fiquei com ela, o Rê pegou a bici e foi pedalando junto com o Miguel. A Ângela melhorou e de vez em quando a ambulância parava, daí eu saía e voltava a correr. Estava delicioso! Às 14h todos chegamos a El Chalten, tomamos um banho e nos reencontramos para um almoço de comemoração muito gostoso. Até ganhamos uma medalhinha com as cores da Argentina. E o moço que nos entregou fez questão de dizer “medalha Argentina pra vcs!”. Recebemos com muito orgulho, pois desde que estamos em terras argentinas fomos tratados com carinho. Voltamos para a pousada em que ficaríamos nos demais dias, Koonek, o melhor custo benefício que encontramos. Quarto bonito, limpinho, roupa de cama gostosa, banheiro cheiroso, tudo novinho e limpo. Desmaiamos por umas horas e fomos comer uma saladinha + lanche no Rancho Grande.
Hosteria Koonek AR$ 140,00/casal
This e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it
, fone: (02962) 493304/324 Fica perto do Rancho Grande, um hostel onde se pode almoçar, jantar, se hospedar, usar internet, fazer balada e encontrar pessoas do mundo todo. -lavar roupa: 11 peças, AR$ 20,00 13/10/08 – 2ª feiraUm cafezinho da manhã e saímos para Laguna Torre. Esta é uma lagoa verde com um glaciar ao fundo, cenário bonito, mas venta gelado. Dá vontade de ir até lá, mas não tem um caminho seguro. Optamos por voltar pela trilha que liga o caminho do Cerro Torre com o caminho pro Fitz Roy. E não é que lá encontramos o casal amigo de portugueses contemplando!! Hoje andamos num total de 7h. Fizemos um macarrãozinho no quarto da pousada e fomos pro Rancho Grande tomar uma Quilmes, cerveja Argentina.
Rancho Grande – 1 cerveja Quilmes (AR 12) + 1 pudim (AR 10) 14/10/08 – 3ª feiraO Renato acordou com muita dor na perna, então decidimos deixar o dia para descansar. Dormimos até um pouquinho mais tarde, andamos pela cidade, paramos numa confeitaria pra comer e ler um jornal. Confeitaria: AR$ 20,00 (chocolate quente, café com leite, doce e croissant) Janta: bife + salada no Rancho Grande (32+24= AR$ 56) 15/10/08 – 4ª feiraHoje andamos por 8h e fizemos um dos passeios + lindos de toda a viagem. Fomos à trilha do glaciar Piedras Blancas e em seguida fomos para a Laguna de Los Três, uma trilha que vai subindo no sentido do Fitz Roy, e vai vai ficando bem ingrime no final, passando por uns trechos de neve e muita pedra no chão. Ao chegar no topo, vê-se o Fitz Roy (cartão postal de El Chalten), as montanhas nevadas ao redor e 2 lagunas congeladas. Lá em cima é um lugar pra se contemplar por um bom tempo, pois é realmente deslumbrante. Não faz frio, não venta e faz até um calorzinho, estranho sentir calor no alto e no meio de tanta neve, mas acontece.
Na volta passamos pela Laguna Capri, que tem um cenário muito bonito, venta bastante e faz frio. No caminho de volta ainda vimos um casal de pica-paus bem barulhentos e muito engraçadinhos, pareciam o do desenho. Chegamos na pousada bem cansados. Agora já podemos voltar pro Brasil, cansados e satisfeitos e com os olhos cheios de belezuras. 16/10/08 – 5ª feiraVolta de El Chalten para El Calafate. Ficamos na pousada Los Ñires novamente e andamos pela cidade. 17/10/08 – 6ª feira
Volta para o Brasil. Taxa embarque Ezeiza: AR$ 58,14 (para cada) SUPERDICAS:-Para brasileiros, não há necessidade de passaporte para andar pelo Chile e Argentina. Precisa apenas de carteira de identidade nova. E tem que ser o RG mesmo, pois um amigo nosso levou a CNH e foi um rolo só !; -Compramos nossa passagem 6 meses antes da viagem. Pagamos uma pechincha sem igual: US$ 1400,00/casal, todas as passagens, ida e volta. Pudemos pagar em 5 vezes e até a data da viagem já estava tudo pago; -Em Puerto Natales tem uma lojinha que vende uma variedade de frutas secas que nunca vi! Vale a pena se abastecer para comer durante as trilhas em Torres Del Paine, são calóricas e ocupam pouco espaço. -Alojamentos em Torres Del Paine dão desconto para quem pagar em dólar e apresentar um papel que se recebe ao entrar no Chile (não perca este papel por nada!) ROUPAS: Foi nossa principal dúvida antes de viajar. A dica é se vestir como cebola com várias camadas. Pode parecer estranho, mas sentimos calor ao caminhar na neve. Se não estiver ventando e tiver a radiação do sol, faz calor mesmo! Em compensação, há lugares que venta muito. Quando caminhamos, a jaqueta praticamente não era necessária. Fizemos a trilha de tênis e achamos excelente! Não choveu, ainda bem, mas usar botas iria ficar muito pesado. Nosso vestuário básico: Gorro Cachecol (não só para o pescoço, mas também para o rosto) Jaqueta grossa (compramos no Brasil) Blusa de fleece, manga comprida Segunda pele preta, manga comprida Blusa dry fit manga comprida Blusas dry fit manga curta (2 ou 3) Luvas Roupas “de baixo” Calça moleton Calça comprida lycra Calça de trekking (daquelas que tem zipper e vira bermuda) Calça e anorak impermeáveis (para chuva) Meias para caminhada de longa distância – gaste mais dinheiro com essas meias, pois são fantásticas. Não tivemos nenhuma bolha nos pés; Tênis Papete Sacos plástico para embrulhar as roupas e para embrulhar os tênis, caso chova. -Antes de sair para Puerto Natales, vá a algum mercado para comprar alimentos para levar pra Torres (listinha abaixo). Ideal levar comida pras refeições e pra comer de hora em hora durante as trilhas também. Lembre que se passar o tempo todo caminhando ou no frio, o gasto calórico é alto. Não leve latarias
-leite em pó (para preparar leite e molhos) -macarrão instantâneo -molhos em pó (queijo, fungi,...) -Nescau (leve só o que vai usar, o resto deixe na pousada) -aveia/granola -açucar -sal -atum -salame -frutas secas (várias deliciosas) -chocolate -barrinhas de cereais (já enjoamos!) -bolachas para as trilhas CÂMBIO: -Viajamos no início da crise mundial. Na época, a cotação das moedas era a seguinte: USD $ 1,00 = AR$ 3,10 (Peso Argentino) USD $ 1,00 = CH$ 570,00 (Peso Chileno) USD $ 1,00 = R$ 1,40 NÃO RECOMENDAMOS:
-Ir com dólares a Torres Del Paine. O câmbio deles é o pior de toda viagem. Troque o suficiente nas casas de câmbio em Puerto Natales. Mais fotos: http://www.flickr.com/photos/renato_galani/collections/72157611264819468/ |